MOZART VIEIRA E BILLY SANTOS NO TOK DE BOLA

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Pernambuco de segunda...

Náutico e Sport juntinhos na Série B...

Márcio Cruz
Hoje é segunda, o dia mundial da ressaca. Infelizmente, pa­ra os pernam­bu­ca­nos, segun­da também lem­­bra Segunda Divisão, lembra Série B, cheira a fracasso, a futebol de qualidade duvidosa. E é sonhando com um futuro me­lhor justamente nesta competição que Náutico e Sport che­gam à reta final da temporada de formas distintas, mas empacados na mesma situação. No sábado, enquanto os torcedores alvirrubros faziam a festa pela permanência no campeonato com os 4x1 aplicados no Vila Nova/GO, os ru­bro-negros lamentavam a “morte na praia”, após a derrota por 2x1 para o América/MG, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas/MG. Se servir de alento para o futebol pernambucano, porém, em 2011, os maiores rivais do Estado na atualidade terão aos seus lados um time realmente de guerreiros: o sertanejo Salgueiro, que salvou o ano do nosso fraco futebol. Já o Santa Cruz vai ter que brigar ainda pela classificação para a Série D durante o Campeonato Pernambucano.


Voltando ao Náutico e ao Sport, as equipes estiveram juntas na elite nacional por três anos até que, ano passado, o Rubro-negro caiu na lanterninha, enquanto o Alvirrubro amar­gou a 19ª colocação. Após a queda, o Timbu trocou de presidente - saiu Maurício Cardoso e entrou Berillo Júnior -, e, no Leão, Sílvio Guimarães partiu para o seu segundo ano de man­­­dato. Em comum, promessas de que os respectivos clubes voltariam a figurar na elite nacional. Mas tudo acabou ficando mesmo na promessa.



Do lado alvirrubro, uma bela arrancada no início da competição antes da Copa do Mundo fez todo mundo pensar que o clube estava no rumo certo com o técnico Alexandre Gallo no comando. Do lado rubro-ne­gro, primeiro Givanildo Oliveira e, depois, Toninho Cerezo, não conseguiram fazer o time engrenar. As seguidas derrotas aca­­baram fazendo o Sport trazer, após a formação de um colegiado de futebol, o experiente Geninho para a Ilha do Retiro.



E não é que a situação se inverteu? Com seguidas crises pela falta de dinheiro e com contratações feitas sem muito critério, o futebol do Náutico foi minguando. De quebra, o técnico Gallo saiu em defesa do mandatário do clube por conta da falta de dinheiro e acabou perdendo o pulso com o grupo. O Timbu seguiu em queda livre até a chegada do técnico Roberto Fernandes. O dinheiro também, finalmente, apareceu por conta dos patrocínios feitos com a Ambev (R$ 900 mil) e o Bonsucesso (R$ 400 mil pelos últimos jogos da Série B, desde o jogo com o Icasa) e o clube conseguiu se segurar na Segunda Divisão. Nas últimas quatro rodadas, foram dez milagrosos pontos somados, em três vitórias e um empate.



Enquanto no lado timbu a luta era para “sair da lama”, no Le­ão a torcida era só festa com a chegada de jogadores de peso como, Germano, Fabrício, Marcelinho Paraíba, Eliandro, Adriano Lousada (ex-Sporting, de Bra­­ga) entre outros medalhões. O investimento foi alto, mas, em jogos-chave, o Sport “pipocou”, justamente em partidas realizadas na Ilha do Retiro, e com ti­mes que estavam na parte de baixo da tabela como o próprio Náutico, o Vila Nova/GO, o Ipatinga e o Santo André. Isso sem falar de uma derrota para uma equipe basicamente reser­va do Bahia. Pontos desperdiçados que fizeram falta no final.

Nenhum comentário:

Postar um comentário