
A eleição para a presidência da Federação Pernambucana de Futebol será realizada no dia 16 deste mês. O prazo para a inscrição das chapas termina na próxima segunda-feira. Mas já é certo que Carlos Alberto Oliveira, mandatário da entidade há 15 anos, terá o mandato prorrogado até 2014. Para não correr o risco de sequer ter um adversário na eleição que será realizada em 15 dias, o cartola tomou algumas precauções. Entre elas, uma mudança sutil no estatuto do órgão que dirige com mão de ferro. Para inscrever uma chapa, é necessário o apoio de 10 clubes dos 93 afiliados à FPF. Só que a chapa da atual gestão foi inscrita com nada menos que 92 assinaturas.
Em 2006, o adminstrador Felipe Gomes surgiu como único adversário de Carlos Alberto no pleito. Semanas antes da eleição retirou a candidatura. Hoje ele ocupa o cargo de diretor de marketing da Federação. Ontem à noite, o Superesportes tentou contatar Felipe, sem sucesso. Já na atual gestão, o mandatário propôs algumas alterações (aprovadas em assembleia) no estatuto que rege a FPF, que estão em vigor desde 13 de março de 2009. Uma, particularmente, chama atenção. No artigo 22, que trata justamente das eleições, foram acrescentadas algumas restrições (ver arte). No parágrafo segundo observa-se que a partir da próxima eleição, os possíveis interessados só podem inscrever suas chapas caso obtenham o apoio por escrito de, ao menos, dez clubes filiados.
Em 20 de julho do ano passado, o presidente da Liga de Futebol de Palmares, Pedro Santana, sugeriu que os times apoiassem a extensão do mandato de Carlos Alberto. Segundo o secretário geral da FPF, João Caixero de Vasconcelos, desde então, Santana passou a recolher as assinaturas de apoio à reeleição. Dos 93 afiliados, somente o Sport se recusou a assinar o documento. "Existe uma animosidade entre os presidentes. É uma coisa pessoal entre eu e Silvio Guimarães", relata o próprio Carlos Alberto.
Como o parágrafo terceiro do artigo determina que o clube que assinar oapoio a determinada chapa fica proibido de apoiar outra, a eleição está definida. O atual presidente irá para o seu quinto mandato. O último, provavelmente.
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