Um sábado para ser esquecido. As derrotas de Sport e Náutico distanciaram ainda mais a dupla centenária do G-4 da Série B. A diferença em relação à zona de acesso à elite de 2011 agora é de cinco pontos para o Leão, que não entrou uma rodada sequer nesta zona, e oito para o Timbu, longe da principal faixa da tabela desde a 14ª rodada.
Complicou bastante o fato de os três primeiros lugares, Coritiba, Bahia e América/MG, terem vencido na última rodada. A única mudança foi justamente no limite de classificação, o 4º lugar, pois o Figueirense se aproveitou do tropeço da Ponte Preta e chegou a 42 pontos, estabelecendo o início do hiato dos pernambucanos ao topo da Segundona.
Os maus resultados no sábado foram emblemáticos para rubro-negros e alvirrubros. O Sport perdeu um "jogo de 6 pontos" contra o Tricolor Aço de Salvador, sofrendo o terceiro revés em 12 jogos em casa. O Náutico, por sua vez, perdeu do vice-lanterna da competição, o América/RN, chegando à inacreditável marca de 8 derrotas consecutivas como visitante. Numa análise de todo o campeonato, o placar dessas partidas nem é tão surpreendente, pois cada um pecou mais uma vez em seu justamente em seu ponto fraco.
Nesta temporada da Segundona, o Sport não consegue encaixar uma boa sequência na Ilha e o Timbu não soma ponto algum fora dos Aflitos. Curiosamente, o Leão tem a 12ª campanha como mandante entre 20 participantes e o Timbu tem o 12º desempenho considerando apenas os jogos fora de casa.
Quando invertidos, os desempenhos dos dois têm a mesma posição, bem melhor: 5º lugar (o Sport fora e o Náutico em casa). Mesmo se fosse possível somar os melhores resultados dos rivais, nem assim esse "misto" entraria no G-4. Com 41 pontos, ficaria a um da zona de acesso.
Contexto à parte, um alento ao futebol pernambucano na Série B na 25ª e próxima rodada. Amanhã, cada um irá jogar onde se sai melhor. O Sport enfrentará o Paraná Clube, no acanhado estádio Durival de Britto, em Curitiba, às 21h50. O Leão vem se mostrando um futebol mais consistente fora de casa, sem precisar da conta do recado à pressão de sua torcida, dona da maior média de púbico, com 16.692 pessoas por jogo na Ilha.
O último gol marcado por Ciro, aliás, foi no Canindé. Depois, um jejum de quatro jogos sem marcar. Mais cedo, a partir das 19h, o Náutico tentará a sua 8ª vitória em casa, contra o estruturado São Caetano, que soma um ponto a mais que o Alvirrubro na classificação geral. Com apenas um revés nos Aflitos, o Náutico tem a chance de seguir sonhando com o acesso. Para evitar tantos cálculos, a conta é simples: basta vencer.
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