Com 11 jogadores em campo, tem sido difícil vencer. Com dez, a situação se agrava. Fora de casa, a derrota é quase certa. Com dez e fora de casa, aí não resta outro resultado. O Timbu sofreu o 12º revés longe dos Aflitos, em 15 jogos. O (pasmem!) 11º consecutivo. Neste sábado, em Pituaçu, virou presa fácil do Bahia e perdeu de goleada: 3 x 0, com direito a hat-trick (jargão destinado para quem marca três gols em uma única partida) do atacante Adriano.
Embalados por mais de 27 mil torcedores, os baianos triunfaram e se mantiveram dentro do G-4, zona de classificação da qual o clube pernambucano está muito distante - a briga agora é para não se inserir ao Z-4, o calabouço da Série B.
Os alvirrubros, acreditem, tomou as rédes do duelo. Aos 30 segundos, o centroavante Geílson perdeu uma excelente chance de abrir o placar, após cruzamento de Jeff Silva e assistência de Joelson. Cinco minutos depois, o Bahia deu o primeiro chute a gol - Jael, para a defesa segura de Glédson.
Por volta dos 20 minutos, quando o jogo parecia morno, os ânimos começaram a se acirrar. O mandante não teve fair-play (o “jogo limpo”), ao não devolver uma bola chutada para fora pelo Náutico, visando atendimento médico. Em jogadas travadas, sobraram cotoveladas desleais. Mas nada comparado à imprudência do volante timbu Márcio Tinga. Após aplicar um carrinhos irresponsável em Ávine, recebeu o cartão vermelho.
Foi a 15ª expulsão do Náutico nesta Série B em 29 jogos - mais da metade! O time lidera a ingrata estatística. E Tinga, curiosamente, é quem mais vezes se “dirigiu ao chuveiro” mais cedo. De início, depois da punição máxima, os alvirrubros miraram as reclamações ao árbitro. Depois, queixaram-se do próprio Tinga - houve, inclusive, bate boca entre o cabeça-de-área e Geílson.
Após dois minutos, ocorreu o inevitável: o Bahia inaugurou o marcador. Ávine deu um belo lançamento, Morais limpou a zaga e cruzou, Adriano escorou fraquinho, Glédson aceitou: 1 x 0.
O Náutico não teve forças para criar jogadas. Limitou-se a marcar. E mal. Aos 38 minutos, o meia Hélder avançou pela esquerda (sobre as costas de Wilton Goiano, para não perder o costume) e cruzou para Adriano. Cabeçada certeira: 2 x 0. Intervalo de jogo, tempo para rever estratégias e promover mudanças.
O Timbu voltou a campo com duas alterações. Saíram Nilson e Joelson, entraram Auremir e Erick Flores. Voltou, também, a apatia e a displicência dos alvirrubros. Logo aos cinco minutos, Adriano marcou o terceiro. O atacante recebeu passe de Ávine, driblou o goleiro adversário e empurrou para o fundo das redes: 3 x 0.
Daí por diante, o lance a lance virou clichê. Bahia chegando com facilidade à meta do Náutico e perdendo gols incríveis, com Adriano, Helder, Fábio Bahia e Everton. Apito final, festa em Salvador e saída cabisbaixa do Timbu. Agora, é retomar a luta contra o rebaixamento, próxima terça-feira, contra o Paraná. Os alvirrubros se resignam: “Fazer o quê?”.
FICHA TÉCNICA
BahiaFernando; Jancarlos (Leandro Bonfim), Alisson, Nem e Ávine; Fábio Bahia, Marcone, Helder e Morais (Rogerinho); Adriano e Jael (Everton). Técnico: Márcio Araújo
NáuticoGlédson; Wilton Goiano, Wescley, Walter e Jeff Silva; Nilson (Auremir), Márcio Tinga, Rodrigo Pontes e Giovanni (Bruno Veiga); Joelson (Erick Flores) e Geílson. Técnico: Roberto Fernandes
Local: Estádio Pituaçu (Salvador). Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF). Assistentes: João Antônio Sousa Paulo Neto (DF) e Ciro Chaban Junqueira (DF). Gols: Adriano (3) (B). Cartão vermelho: Márcio Tinga (N). Cartões amarelos: Alisson e Fábio Bahia (B); Jeff Silva, Erick Flores e Wilton Goiano (N). Público: 27.116

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