A noite de lambanças do Náutico começou antes mesmo da bolar rolar, ainda nos vestiários. Minutos antes do time subir a campo, o técnico Roberto Fernandes ficou sabendo que o meia Erick Flores poderia ter levado o terceiro cartão amarelo, devido a uma advertência que ele havia recebido quando estava no Ceará, na Série A. Por precaução, ele acabou ficando de fora, sendo substituído por Zé Carlos (apenas no intervalo ficou-se sabendo que ele tinha condições de ter atuado).
Era só o começo de momentos bastante atribulados do Timbu na partida. Perdido em campo, o Náutico assistiu ao Paraná jogar como se não houvesse adversário pela frente. E assim, em oito minutos, o time visitante fez dois gols. Primeiro, aos 6, com Wanderson, de cabeça, após jogada ensaida. O segundo com Rodrigo Pimpão, em contra-ataque rápido ocasionado por uma sucessão de erros de César Prates, Wálter e Rodrigo Pontes.
E o Paraná não parou por aí. Ainda marcou o terceiro gol, em jogada bastante parecida com a do tento anterior. Zé Carlos cobrou um escanteio ridículo, cedendo o contra-ataque para o adversário. Em poucos toques, Wanderson deixou para Lima que serviu Rodrigo Pimpão. Ele só teve o trabalho de empurrar para o gol.
Atordoado, sem saber o que fazer em campo, o Náutico se dividiu. Enquanto uma parte dos jogadores demonstrava vontade de jogar, outra parecia não estar nem aí. Zé Carlos e César Prates foram peças nulas em campo. Ou pior, foram armas do adversário, que jogava quando queria, sempre nos erros dos alvirrubros. Tanto que Zé Carlos foi substituído ainda no primeiro tempo, por Bruno Meneghel.
O jogo até mudou de panorama no segundo tempo. Com uma enorme vantagem no placar, o Paraná visivelmente tirou o pé do acelerador. Isso diminuiu a pressão em cima do Náutico, que por sua vez demonstrou um pouco mais de atitude. Com Bruno Meneghel, o time tinha lampejos. Mas só isso. Aos 14, a torcida teve uma ponta de esperança com o gol de Ramirez, que acertou um belo chute de fora da área.
| Paraná fechou o caixão do Timbu ao marcar o quarto no segundo tempo |
O Paraná se limitava a se defender das investidas alvirrubras, que perdeu alguns gols, com Bruno Meneghel, acertando a trave, e Giovanni. Quando foi ao ataque, porém, os adversários ampliaram o marcador. E como não poderia ser diferente, em um erro do Náutico. O goleiro Juninho deu um chutão, a bola chegou à área alvirrubra, Glédson saiu muito mal e acabou encoberto por Somália, que só tocou de cabeça. Era o fim da humilhação. O retrato melancólico do jogo.
Ficha do jogo
Glédson; César Prates (Wilton Goiano), Wálter, Wescley e Jeff Silva; Rodrigo Pontes, Ramirez, Zé Carlos (Bruno Meneghel) e Giovanni; Geílson e Joelson (Max). Técnico: Roberto Fernandes
Juninho, Irineu, Alexandro Lopes e Luiz Henrique; Murilo, Edimar, Chicão (Fransérgio) e Wanderson e Henrique; Rodrigo Pimpão (Somália) e Lima (Kelvin). Técnico: Roberto Cavalo
Local: estádio dos Aflitos. Árbitro: Antônio Rogério Batista do Prado (SP). Assistentes: Anderson José de Moraes Coelho (SP) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE). Gols: Wanderson (aos 6 minutos do 1oT), Rodrigo Pimpão (aos 8 e aos 23 minutos do 1oT), Ramirez (aos 14 minutos do 2oT) e Somália (aos 38 minutos do 2oT). Cartões Amarelos: Rodrigo Pimpão, Chicão (P), Rodrigo Pontes, Wescley (A). Público: 7.264. Renda: R$ 27.580,00.

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